Pois é tá piorando muito o perfil dos secretários do Paes, agora ele convidou a filha de Roberto Jefferson, Cristiane Brasil (PTB) que vai assumir a secretaria de Envelhecimento Saudável. O que essa senhora já realizou pelo Rio de Janeiro? NADA.
Tem mais : a Cristiane Brasil é autora do pelêmico projeto que cria a licença compulsória para os vereadores presos por mais de 31 dias, com a convocação do suplente.Entendam : de acordo com o regimento da Câmara, o vereador com mais de um terço de faltas nas sessões plenárias perde o mandato. Temos vários nesse caso, por exemplo : Jerominho Guimarães(PMDB), preso sob a acusação de comandar uma milícia em Campo Grande. Com o projeto, ele poderia terminar sem mandato se perderos direitos políticos, O CARIOCA MERECE ISSO? MERECE UMA SECRETÁRIA DESSA?
Livros, Salões de Livros Internacionais, Troféu Literatura, Antologias e Catálogos Literários.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
COTAS PARA ALUNOS POBRES
A Câmara aprovou ontem projeto que cria reserva de vagas para alunos de escolas públicas em instituições federais de ensino superior e de educação técnica. Uma alteração foi feita de última hora neste projeto que já fora aprovado pelo Senado : além das cotas raciais, haverá uma cota social, baseada na renda familiar, para beneficiar os estudantes mais pobres. A proposta estabelece a reserva de no mínimo, 50% das vagas (por curso e turno) oferecidas pelas instituições a estudantes que tenham cursado, integralmente, os 3 anos de ensino médio em escolas públicas. Dentro desses 50%, agora há outros 2 critérios a serem obdecidos: a renda familiar( estudantes com até um salário e meio percapita) e a questão racial.
Considero essa proposta um avanço na democratização do acesso as universidades. Sem muita discussão teórica, por favor! assim espero.
Considero essa proposta um avanço na democratização do acesso as universidades. Sem muita discussão teórica, por favor! assim espero.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
BARACK OBAMA- 4 DE NOVEMBRO DE 2008-UMA DATA PARA SER LEMBRADA!
BARACK OBAMA, PRIMEIRO PRESIDENTE NEGRO DOS EUA!!!!mãe branca, pai africano, infância no Havaí e na Indonésia, seu trabalho numa das comunidades mais pobres do país, os estudos e a carreira de docente em algumas das universidades mais prestigiadas dos EUA, fez deste homem , um vencedor. AS 10 PROMESSAS DE BARACK OBAMA QUE ESTÃO RELACIONADAS A ASSUNTOS GLOBAIS
1-Reduzir as emissões de carbono dos EUA em até 80% até 2050 e ter um papel mais forte e positivo na negociação do tratado global que irá dar continuidade ao Protocolo de Quioto
2-Retirar todas as tropas do Iraque dentro de 16 meses e não manter nenhuma base permanente no país
3-Estabelecer uma meta clara para eliminar todo o armamento nuclear do planeta
4-Fechar o presídio de Guantanamo
5-Dobrar o apoio financeiro para reduzir pela metade a extrema pobreza até 2050 e contribuir para a luta contra o HIV/AIDS, a tuberculose e a malária
6-Abrir um diálogo diplomático com países como o Irã e a Síria para buscar uma solução pacífica para tensões políticas
7-Desmilitarizar o serviço norte-americano de inteligência para evitar o tipo de manipulação que gerou a guerra no Iraque
8-Lançar um grande esforço diplomático para cessar a matança em Darfur
9-Somente negociar novos tratados comerciais que contenham proteções trabalhistas e ambientais para os países envolvidos
10-Investir USD $ 150 bilhões nos próximos 10 anos em energias renováveis e colocar 1 milhão de carros elétricos nas ruas até 2015.
Para ver a página da comunidade 'BARACK OBAMA - BRASIL', acesse: http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=75163569
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
VAMOS COBRAR PROMESSAS DO EDUARDO PAES PARA O RIO DE JANEIRO
Criamos essa comunidade no ORKUT, para cobrar todas as promessas feitas pelo EDUARDO PAES ao povo do Rio de Janeiro.
Exerça sua cidadania: Acesse a comunidade 'ESTOU DE OLHO NO EDUARDO PAES', http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=74066373
Exerça sua cidadania: Acesse a comunidade 'ESTOU DE OLHO NO EDUARDO PAES', http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=74066373
terça-feira, 21 de outubro de 2008
sábado, 18 de outubro de 2008
VANDANA SHIVA

Ativista Vandana Shiva chama modelo de desenvolvimento indiano de catástrofe
A ativista indiana Vandana Shiva definiu como uma catástrofe o modelo de desenvolvimento econômico da Índia, pois funciona apenas "para algumas pessoas" enquanto milhões "comem menos e têm menos água".
Em entrevista concedida à Agência Efe em Zaragoza, na Espanha, a escritora e cientista criticou duramente o desempenho da economia do mundo em geral, mas particularmente da Índia.
No caso de seu país, disse que o que muitos consideram um milagre econômico é um desastre, principalmente porque aconteceu à custa da natureza, de seus processos ecológicos e dos ecossistemas vitais.
Shiva acredita que a evolução da economia indiana nos últimos anos, com crescimento que alcança 9%, é "muito violento" e "uma catástrofe", pois só funciona para "algumas pessoas que se apropriaram do mundo de milhões de pessoas, de sua forma de vida, de sua água e inclusive de sua terra".
Enquanto isso, milhões de pessoas "comem menos e têm menos água para beber", muitas comunidades são obrigadas a deixar suas terras para que outra fábrica possa se instalar e milhares de produtores rurais lutam nos arredores de Nova Délhi contra os projetos de transformar suas terras em zonas urbanas, denunciou.
Outra questão citada por Shiva é a crise mundial de alimentos.
Segundo a ativista, essa é uma "crise de especulação e distribuição" causada "pelo homem" e que se baseia na "falsa integração das economias locais em uma economia global", onde "cinco gigantes controlam os preços em nível mundial".
Shiva também afirmou que o desenvolvimento de biocombustíveis também tem sua parcela de culpa no crescimento da demanda de cereais, inclusive mais do que o aumento da população.
"É o momento de o crescimento econômico deixar de ser ecologicamente cego e voltar a suas raízes", disse Shiva, que ficou famosa nos anos 70 ao impedir a derrubada indiscriminada de florestas de seu país com seus abraços às árvores, junto com centenas de mulheres do movimento "chipko".
(Fonte: Yahoo!)
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
O Movimento Tibete Livre – Brasil está sendo estabelecido aos poucos em nosso país. Num primeiro momento, todos os seus integrantes serão voluntários que, de bom grado e compassivamente, dispensarão um pouco de seu tempo para trabalhar de alguma forma pela liberdade e continuidade de existência do povo tibetano. Futuramente, nos tornaremos uma organização não-governamental oficializada autônoma, em consonância com as ações da ONG inglesa Free Tibet Campaign (Londres). No momento, somos apenas um grupo autônomo (seguindo a disposição dos Grupos Locais do Free Tibet Campaign, que são autônomos tanto legal quanto financeiramente). Assim que tenha sido criado um Comitê Executivo provisório, este mesmo Comitê determinará a política geral da organização e será o guia das atividades em prol do Tibete em todo o território brasileiro e em quais atividades internacionais pró-Tibete a organização estará engajada.
É importante esclarecer que o Movimento Tibet Livre – Brasil não pretende ser uma organização de caridade, embora venha a ser uma organização não-governamental sem fins lucrativos. Nossas ações estarão mais centradas em informar, denunciar, protestar e conscientizar as pessoas sobre a situação caótica vivida pelo povo tibetano em sua própria terra.
O Tibet Livre – Brasil, como grupo autônomo, está conectado ao Free Tibet Campaign através do Grupo Internacional Portugal.
Convido a todos para participarem do Movimento TIBETE LIVRE-BRASIL.
VISITEM O BLOG : http://tibetelivrebrasil.blogspot.com
Sou a Coordenadora do Estado do Rio de Janeiro.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
DALAI LAMA : BONDADE E COMPAIXÃO

Ensinamentos: Bondade e Compaixão
Esta noite, gostaria de falar a vocês sobre a importância da bondade e da compaixão. Ao discutir esses temas, não me vejo como budista, Dalai Lama ou tibetano, mas sim como um ser humano e espero que vocês, no auditório, pensem em si mesmos dessa maneira. Não como americanos, ocidentais ou membros de um determinado grupo, pois essas condições são secundárias. Se interagirmos como seres humanos, podemos chegar a esse nível. Caso eu diga "sou monge" ou "sou budista", as afirmações serão, em comparação com a minha natureza de ser humano, temporárias. Ser humano é básico. Uma vez nascido assim, não se poderá mudar até a morte. Outras condições, ser ou não instruído, rico ou pobre, são secundárias.
Hoje, enfrentamos muitos problemas. Alguns são criados essencialmente por nós mesmos, com base em diferenças de ideologia, religião, raça, situação econômica ou outros fatores. Chegou, portanto, o momento de pensarmos em níveis mais profundos. Em nível humano, condição essa que deveremos apreciar e respeitar em todos os que nos cercam. Devemos construir relacionamentos baseados na confiança mútua, na compreensão, no respeito e na solidariedade, independentemente de diferenças culturais, filosóficas ou religiosas.
Todos os seres humanos são iguais. Feitos de carne, ossos e sangue. Todos queremos a felicidade e evitar o sofrimento e temos direito a isso. Em outras palavras, é importante compreender a nossa igualdade. Pertencemos todos a uma família humana. O fato de brigarmos uns com os outros deve-se a razões secundárias, e todas essas discussões são inúteis. Infelizmente, durante muitos séculos, os seres humanos usaram todos os métodos para ferir uns aos outros. Muitas coisas terríveis aconteceram, resultando em mais problemas, mais sofrimento e desconfiança. E, consequentemente, em mais divisões.
O mundo hoje está cada vez menor em vários aspectos, particularmente o econômico. Os países estão mais próximos e interdependentes e, nesse quadro, torna-se necessário, pensar mais em nível humano do que em termos do que nos divide. Assim, falo a vocês apenas como um ser humano e espero, sinceramente, que vocês estejam escutando com o pensamento: "Sou um ser humano e estou ouvindo outro ser humano falar".
Todos queremos a felicidade; nas cidades, no campo, mesmo em lugares remotos, as pessoas trabalham com o objetivo de alcançá-la, entretanto, devemos ter em mente que viver a vida superficialmente não solucionará os problemas maiores.
Há muitas crises e medos à nossa volta. Por meio do grande desenvolvimento da ciência e da tecnologia, atingimos um estado avançado de progresso material, que é necessário. Não podemos, no entanto, comparar o progresso externo com nosso progresso interior. As pessoas queixam-se do declínio da moralidade e do aumento da criminalidade, mas esses problemas não serão resolvidos, se não procurarmos desenvolver nosso interior.
No passado remoto, se houvesse uma guerra, os efeitos seriam geograficamente limitados, porém hoje, em função do progresso, o potencial de destruição ultrapassou o concebível. No ano passado estive em Hiroshima, no Japão. Mesmo tendo informações a respeito da explosão nuclear lá ocorrida, era muito diferente estar no local, ver com meus próprios olhos e encontrar pessoas que realmente sofreram com aqueles acontecimentos. Fiquei profundamente emocionado. Uma arma terrível tinha sido usada. Embora possamos considerar alguém como inimigo, temos de levar em conta que essa pessoa é um ser humano e que tem direito a ser feliz. Olhando para Hiroshima e refletindo a respeito, fiquei ainda mais convencido de que a raiva e o ódio não são meios para solucionar problemas.
A raiva não pode ser superada pela raiva. Quando uma pessoa tiver um comportamento agressivo com você e a sua reação for semelhante, o resultado será desastroso. Ao contrário, se você puder se controlar e tomar atitudes opostas "compaixão, tolerância e paciência", não só se manterá em paz, como a raiva do outro diminuirá gradativamente. Do mesmo modo, problemas mundiais não podem ser solucionados pela raiva ou pelo ódio. Sentimentos como esses devem ser enfrentados com amor, compaixão e pura bondade.
Pensem em todas as terríveis armas que existem, mas que, por si mesmas, não podem iniciar uma guerra. Por trás do gatilho há um dedo, movido pelo pensamento, não por sua própria força. A responsabilidade permanece em nossa mente, de onde se comandam as ações. Portanto, controlar em primeiro lugar a mente é muito importante. Não estou falando de meditação profunda, mas apenas de cultivar menos raiva e mais respeito aos direitos do outro. Ter uma compreensão mais clara da nossa igualdade como seres humanos.
Ninguém quer a raiva, ninguém quer a intranqüilidade, mas por causa da ignorância somos acometidos por sentimentos como esses. A raiva nos faz perder uma das melhores qualidades humanas, o poder de discernimento. Temos um cérebro bem desenvolvido, coisa que outros mamíferos não têm. Esse órgão nos permite julgar o que é certo e o que é errado. Não apenas em termos atuais, mas em projeções para daqui dez, vinte ou mesmo cem anos. Sem nenhum tipo de pré-cognição, podemos utilizar nosso bom senso para determinar o certo e o errado. Imaginar as causas e seus possíveis efeitos. Contudo, se nossa mente estiver ocupada pela raiva, perderemos o poder de discernimento e nos tornaremos mentalmente incompletos. Devemos salvaguardar essa capacidade e, para tanto, temos de criar uma companhia de seguros interna: autodisciplina, autoconsciência e uma clara compreensão das desvantagens da raiva e dos efeitos positivos da bondade. Se refletirmos a respeito dessas questões com freqüência, podemos incorporar a idéia e, então, controlar a mente.
Por exemplo: pode ser que você seja uma pessoa que se irrita facilmente com pequenas coisas. Com desenvolvida compreensão e conscientização, isso pode ser controlado. Se você fica geralmente zangado por dez minutos, tente reduzi-los para oito. Na semana seguinte, reduza para cinco e, no próximo mês, para dois. Depois, passe para zero. É assim que desenvolvemos e treinamos nossa mente. É o que penso e também o que pratico.
É perfeitamente claro que todos necessitam de paz interior, que só pode ser alcançada por meio da bondade, do amor e da compaixão. O resultado é uma família em paz, felicidade entre pais e filhos, menos brigas entre casais. Em uma nação, essa atitude pode criar unidade, harmonia e cooperação com saudável motivação. Em nível internacional, precisamos de confiança e respeito mútuos, discussões francas e amistosas, com motivações sinceras e um esforço conjunto no sentido de resolver problemas. Tudo isso é possível.
Precisamos, porém, mudar interiormente. Nossos líderes têm feito o melhor que podem para resolver nossos problemas, mas, quando um é resolvido, surge outro. Tenta-se solucionar este, surge mais um em outro lugar. Chegou o momento então de tentar uma abordagem diferente.
É certamente difícil realizar um movimento mundial pela paz de espírito, mas é a única alternativa. Caso houvesse outro método mais fácil e prático, seria melhor, porém não há. Se com armas pudéssemos chegar à paz duradoura, muito bem. Transformaríamos todas as fábricas em produtoras de armamentos. Gastaríamos todos os dólares necessários, se conseguíssemos a definitiva paz, mas tal é impossível.
As armas não permanecem empilhadas. Uma vez desenvolvidas, alguém irá usá-las. O resultado é a morte de criaturas inocentes. Portanto, a única maneira de atingirmos uma paz mundial duradoura é por meio da transformação interior. E, mesmo que essa transformação não ocorra durante esta vida, a tentativa terá sido válida. Outros seres humanos virão; a próxima geração e as seguintes. E o progresso pode continuar. Sinto que, apesar das dificuldades práticas, e, mesmo correndo o risco de que tal visão seja considerada pouco realista, vale a pena o esforço. Assim, aonde quer que eu vá, expresso essas idéias e sinto-me muito motivado porque mais pessoas têm sido receptivas a elas.
Cada um de nós é responsável por toda a humanidade. Chegou a hora de pensarmos nas outras pessoas como verdadeiros irmãos e irmãs e nos preocuparmos com seu bem-estar. Mesmo que você não possa se sacrificar inteiramente, não deverá esquecer-se das dificuldades dos outros. Temos de pensar mais sobre o futuro em benefício de toda a humanidade. Se você tentar dominar seus sentimentos egoístas e desenvolver mais bondade e compaixão, em última análise, você é quem irá sair beneficiado. É o que chamo de egoísmo sábio. Pessoas egoístas tolas só pensam em si mesmas, e o resultado é negativo. Egoístas sábios pensam nos outros, ajudam da melhor forma e também colhem os benefícios. Essa é minha simples religião. Não há necessidade de templos ou de filosofias complicadas. Nosso próprio cérebro, nosso coração são nossos templos. A filosofia é a bondade.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
RELIGIÃO

A língua tibetana nem mesmo possui um termo como as mesmas associações para a palavra "religião". A palavra mais próxima é chö (chos), que é uma tradução tibetana da palavra em sânscrito dharma. Este termo tem uma ampla gama de significados possíveis, nenhuma palavra em português vem a expressar aproximadamente as associações que ela tem para os tibetanos. Em seu uso mais comum, ela se refere aos ensinamentos do buddhismo, em que se acreditam expressar a verdade e delinear o caminho para a iluminação. O caminho é multifacetado, e há ensinamentos e práticas para servir a cada tipo de pessoa. Não há ninguém no caminho que todos sejam obrigados a seguir e não há práticas que sejam prescritas para todos os buddhistas. Ao invés disso, o dharma tem algo para cada um, e qualquer um pode se beneficiar com algum aspecto do dharma.
Porém, por causa desta natureza multifacetada, não há uma "verdade" que possa ser colocada em palavras, nem há um programa que treinamento que todos possam ou precisem seguir.
O buddhismo tibetano reconhece que as pessoas têm diferentes capacidades, atitudes e pré-disposições, e o dharma pode e deve ser adaptado a isto. Assim, não há uma única igreja em que todos devam cultuar, nenhum serviço religioso em que todos devam participar, nenhuma oração que todos devam dizer, nenhum texto que todos devam tratar como normativo, e nenhuma divindade que todos devam cultuar.
O dharma é extremamente flexível e se alguém achar que uma prática específica leva a diminuir as emoções negativas, a conduzir para a paz e felicidade maiores, e a aumentar a compaixão e a sabedoria, isto é o dharma.
O Dalai Lama afirma que é possível praticar o dharma até mesmo seguindo os ensinamentos e práticas de tradições não-buddhistas, como o cristianismo, islamismo, judaísmo ou hinduísmo. Se alguém pertence a uma destas tradições e se a sua prática religiosa conduz ao avanço espiritual, o Dalai Lama aconselha a mantê-la, já que esta é a meta de todos os caminhos religiosos.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
SÍMBOLOS AUSPICIOSOS DO BUDISMO








GUARDA-CHUVA DE PROTEÇÃO
Este é um símbolo de proteção e realeza. A
sombra protege do calor e do sol e o frescor
de sua sombra representa proteção contra
o sofrimento, desejo, obstáculos e doenças.
Tradições diferentes desenvolveram
muitos tipos de guarda-chuvas:
a parte de cima simboliza sabedoria e o tecido
que protege simboliza compaixão.
PEIXES DOURADOS
Simbolizam felicidade, devido à sua liberdade
na água, fertilidade e abundância, devido à sua
capacidade de se multiplicar rapidamente.
O GRANDE VASO-TESOURO
Ele é feito em argila como um bebedouro de água na
tradição indiana. Os desenhos tibetanos trazem
pétalas de Flor de Lótus.O tecido é seda
e vem dos patamares dos deuses. A parte superior é
selada com uma árvore de pedidos de boa sorte, com
a raiz retendo água da longevidade para criar todos os
tesouros que possuem qualidades especiais e não
importa quanto possa ser retirado do vaso, ele sempre
permanece cheio. Simboliza Vida Longa e Prosperidade.
O LÓTUS BRANCO
O lótus é símbolo de pureza expressada em
diferentes formas. É capaz de crescer e florescer
do lodo, portanto é um símbolo de Geração Divina.
O lótus no trono implica a concepção imaculada,
portanto é Divino. As Divindades são sempre
representadas segurando um lótus como símbolo
de suas qualidades de pureza, compaixão,
renúncia e perfeição.
A CONCHA
A concha vem das estórias indianas antigas que
descrevem como os heróis míticos carregavam
grandes conchas.É um símbolo de Poder e seu som
afasta os maus espíritos e previne a aproximação
de criaturas que possam causar danos ou
que atraiam desastres naturais.
O NÓ SEM FIM
Este nó não tem começo nem fim, e
simboliza a sabedoria e a compaixão ilimitadas.
Indica a continuidade da vida conforme
as linhas se sobrepõem na realidade
da existência humana.
A FLÂMULA DA VITÓRIA
Originou-se nos estandartes militares de vitória
carregados pelos indianos nobres. Ela simboliza os
métodos de ultrapassar problemas. Também traz
o desenvolvimento do conhecimento, sabedoria,
compaixão, meditação e votos éticos.
A RODA DO DHARMA
A roda é um símbolo antigo da CRIAÇÃO, NOBREZA
E PROTEÇÃO, que representa MOVIMENTO E MUDANÇA.
É também DHARMACHACRA ou RODA DA LEI,
que no Tibet significa a RODA DA TRANSFORMAÇÃO
ou DA MUDANÇA ESPIRITUAL. Também significa
que ultrapassarmos todos os nossos obstáculos e ilusões.
terça-feira, 15 de julho de 2008
AVALOKITESHVARA-O BUDA DA LUZ INFINITA

“Toda pessoa cujo coração é movido por amor e compaixão, que profunda e sinceramente age para o benefício de outros sem se importar com fama, lucro, posição social ou reconhecimento, expressa a atividade de Tchenrezi”.
- Bokar Rinpoche, em Tchenrezi, o Senhor da Grande Compaixão
No panteão budista-tibetano de seres iluminados, Tchenrezi é reconhecido como a personificação da compaixão de todos os Budas.
Avalokiteshvara é a manifestação terrestre do Buda Amitabha - o Buda de Luz Infinita. Ele toma conta deste mundo no intervalo entre a vinda do Buda Sakyamuni - o Buda histórico - e o próximo Buda, Maitreya.
De acordo com a tradição, Tchenrezi fez o voto de não descansar até que tivesse liberado todos os seres em todos os reinos do sofrimento. Trabalhando diligentemente nesta tarefa, percebeu, depois de algum tempo, o imenso número de seres miseráveis que ainda precisava ser salvo por maior que fosse o seu esforço.
No seu desespero, virava sua cabeça para todos os lados de onde ouvia um lamento, uma dor, até que ela se partiu em onze pedaços. Buda Amitabha veio, então, ao seu encontro e transformou cada pedaço em uma nova cabeça, de modo que ele pudesse ouvir pedidos de ajuda vindos de todas as direções. Tentando alcançar o maior número de seres ao mesmo tempo, seus braços também se fragmentam em mil pedaços - pedaços estes que Buda Amitabha transformou novos braços, por isso Tchenrezi às vezes é visualizado com onze cabeças e mil braços.
Tchenrezi é, muito provavelmente, a deidade budista mais popular dentre todas - exceto pelo próprio Buda. Dependendo da parte do mundo em que é reverenciado, pode ser identificado por outros nomes, como Avalokiteshvara na Índia, Kuan Yin na China e Kannon no Japão.
Como Tchenrezi (ou Chenrezi), ele é considerado o protetor do Tibete e práticas espirituais associadas a ele estão presentes em todas as grandes linhagens do Budismo Tibetano. Acredita-se que o próprio Dalai Lama seja uma emanação de Tchenrezig.
Sempre que somos compassivos experimentamos uma conexão com Tchenrezi. E ainda que não sejamos constantemente compassivos como alguns grandes mestres conseguem ser, os budistas acreditam que todos nós compartilhamos, em nossa natureza básica, a mesma sabedoria e compaixão incondicional do Bodhisattva Tchenrezi.
Despertamos a nossa compaixão e a desenvolvemos na medida em que aprendemos mais e mais o que é ser, verdadeiramente, compassivo e repetimos o mantra atribuído a Tchenrezi - Om Mani Padme Hum.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
INGRID BETANCOURT - LIVRE - 2 DE JULHO DE 2008

Filha de um ex-senador e ex-embaixador colombiano com uma ex-miss Colômbia, Gabriel Betancourt e Yolanda Pulecio, viveu boa parte de sua juventude em Paris, onde o pai servia como embaixador da UNESCO. Estudou Ciências Políticas no Instituto de Estudos Políticos de Paris. Seu ambiente familiar propiciou-lhe o convívio com o poeta Pablo Neruda, o escritor Gabriel García Márquez e o pintor Fernando Botero. Teve dois filhos de seu primeiro casamento na França.[1].
Após o assassinato de Luis Carlos Galán, (ex-candidato a presidência) com uma plataforma política anti-drogas, Íngrid decidira retornar à Colômbia (1989). Em 1990 ela trabalhou no Ministério das Finaças da Colômbia, posteriormente abandonou, para entrar na política. Na sua primeira campanha, Íngrid distribuira preservativos que representavam como ela mesmo dizia: "um preservativo contra a corrupção". Combatia o tráfico de drogas e militava na causa ambiental.
Íngrid concorrera ao cargo de senadora na eleição de 1998 - a quantidade de votos que recebera fora a maior entre todos os candidatos ao senado daquela eleição. Durante seu mandato recebera ameaças de morte por uma organização militar desconhecida, forçando-a a enviar seus filhos para Nova Zelândia.
Na eleição presidencial seguinte, Íngrid concedera apoio a Andrés Pastrana em troca de concessões de seu interesse. Porém, após sua eleição ela reivindicara o não cumprimento das promessas por Andrés a ela feitas.
Após a eleição de 1998 Íngrid escrevera um livro, uma memória. Em princípio, seu livro não fora publicado na Colômbia , pois continha revelações polêmicas, além de críticas e acusações contra o antigo presidente Samper e outros, por isso fora publicado inicialmente na França com o título: "La Rage au Coeur" (Raiva no coração).[2]
Seqüestrada em 2002, permaneceu em poder dar FARC até, hoje, 2 de Julho de 2008, quando foi resgatada numa operação do exército colombiano.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
ORAÇÃO A DEUSA TARA
Oração a Tara
Lembre-se agora de algum pedido especial que você deseja fazer - sucesso nas suas atividades espirituais ou mundanas, saúde e vida longa para seus parentes, amigos ou você mesmo, ou qualquer outra coisa que você deseje. Com essas necessidades em mente, recite a oração curta a Tara tantas vezes quantas puder, sentado ou realizando prostrações.
Om, eu e todos nos prostramos diante da libertadora, da completamente realizada, sublime subjugadora.
Prostro-me diante da gloriosa mãe que liberta com tare;
Vós sois a mãe que elimina todos os medos com tuttare;
Vós sois a mãe que concede todo o sucesso com ture;
A soha e às outras sílabas oferecemos a mais eminente homenagem.
Lembre-se agora de algum pedido especial que você deseja fazer - sucesso nas suas atividades espirituais ou mundanas, saúde e vida longa para seus parentes, amigos ou você mesmo, ou qualquer outra coisa que você deseje. Com essas necessidades em mente, recite a oração curta a Tara tantas vezes quantas puder, sentado ou realizando prostrações.
Om, eu e todos nos prostramos diante da libertadora, da completamente realizada, sublime subjugadora.
Prostro-me diante da gloriosa mãe que liberta com tare;
Vós sois a mãe que elimina todos os medos com tuttare;
Vós sois a mãe que concede todo o sucesso com ture;
A soha e às outras sílabas oferecemos a mais eminente homenagem.
domingo, 1 de junho de 2008

Amma abraça individualmente milhares de pessoas. Ela é hoje considerada pela ONU como uma das maiores personalidades espirituais da atualidade.
Amma ("Mãe", como é carinhosamente conhecida) conquista o mundo através de seu exemplo de vida e ensinamentos simples de compaixão e amor. É mais conhecida pelo seu trabalho assistencial. Criadora da maior obra social do planeta, sua Fundação Mata Amritanandamayi Math foi reconhecida pela ONU (Organização das Nações Unidas) como a “única organização não-governamental capaz de promover, em larga escala, um esforço humanitário completo”.
A Fundação mantém uma imensa rede de atendimento gratuito com hospitais, clínicas, orfanatos, farmácias ambulantes, asilos, creches, entre outros serviços e programas de combate à pobreza. Além disso, também contempla universidades, centros de pesquisa e formação acadêmica, além de projetos de conservação ambiental.
Todas as instituições criadas em nome da Amma são mantidas através de doações, vendas de produtos e o trabalho voluntário de milhares de pessoas.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
quinta-feira, 29 de maio de 2008
VISTA CARNAVAL-NOVA REVISTA PARA SÃO PAULO
REVISTA “ VISTA CARNAVAL” – UMA HOMENAGEM AO CARNAVAL DE SÃO PAULO
A PHS Studium Editora , há 27 anos no mercado, lança a Revista Vista Carnaval dirigida ao grande público que lota a passarela do samba. Será lançada e distribuída gratuitamente, no ano de 2009 , durante os desfiles das Escolas de Samba, no sambódromo paulista.
“ Vista Carnaval” será anual e bilíngüe (português e inglês) impressa em papel couché a 4 cores no formato 210 x 280mm (fechado), com 180 páginas, incluindo capas.
Além, de ser uma inovação no carnaval paulistano, a revista contará as histórias das agremiações e das pessoas envolvidas com essa grande festa que é o carnaval . A publicação terá uma tiragem inicial de 60 mil exemplares.
A PHS Studium Editora , há 27 anos no mercado, lança a Revista Vista Carnaval dirigida ao grande público que lota a passarela do samba. Será lançada e distribuída gratuitamente, no ano de 2009 , durante os desfiles das Escolas de Samba, no sambódromo paulista.
“ Vista Carnaval” será anual e bilíngüe (português e inglês) impressa em papel couché a 4 cores no formato 210 x 280mm (fechado), com 180 páginas, incluindo capas.
Além, de ser uma inovação no carnaval paulistano, a revista contará as histórias das agremiações e das pessoas envolvidas com essa grande festa que é o carnaval . A publicação terá uma tiragem inicial de 60 mil exemplares.
domingo, 18 de maio de 2008
1968 - O ANO!
1968 - O ANO MÁGICO! muito boa a reportagem do jornal O Globo de hoje, 18 de maio, sobre 1968 . O enfoque é o efeito deste ano mágico/revolucionário nas artes. Muita coisa boa foi dita e consegui tirar algumas coisas importantes para (minha) reflexão:
Ferreira Gullar :"O Cubismo, surrealismo e expressionismo apareceram para ver se arrebentavam com essa intranscendência, mas não seriam capazes, num longo prazo, de impedir a marcha implacável do empobrecimento da imaginação".
"Quando , no plano da música, essa contracultura surge no Brasil, ela nega a música popular brasileira e fala do som universal. Para o bem ou para o mal, esse processo de redução do carácter nacional e regional já era o que era, nunca mais teria a hegemonia e predominância que teve".
"Essa ruptura pós-moderna alia-se perfeitamente à cultura de massa, à sociedade do e spetáculo, a ponto de as artes plásticas virarem performance. O que é performance? O artista vira, ele, a obra. Ocupa o lugar da arte. É um ator. Então por que não está no teatro? . Minha esperança é de que a minoria que lida com a essência continue tendo força e perenidade. Quem inventa a vida é Lavrosier, é Newton, é KANT, é Goethe, não é estar na praia rebolando a bunda. A vida continua a ser inventada por quem reflete, ainda que cresça, dia a dia, a enxurrada de espuma".
Estamos sem referências : "Mas, por ora, é o que se vê: por que a arte virou abstrata, matéria, pura matéria? A arte sempre falou de alguma coisa, sempre foi um instrumento discursivo. De repente, passou a falar dela própria. Tinta sobre tela até arrebentar tudo. O que é tinta sobre tela? Não é porra nenhuma. É sensorial, mas vai para onde? Qual a referência que resta? ".
Rogério Sganzerla, fez a grande obra cinematográfica da contracultura em 1968: 'O bandido da luz vermelha".
Judith Malina, diretora do Living Theater,morou em Ouro Preto e fez parceria com o Teatro Oficina. Sucesso naquela década, ela, misturava ousadia, protesto, experimentalismo e psicodelia- diz: " Quando voltamos, desenvolvemos um trabalho sobre o sadomasoquismo, que foi inspirado na experiência da tortura. Uma sociedade violenta como a brasileira tem um elevado grau de sadomasoquismo na polícia que costuma torturar até hoje, no público que gosta de enredos violentos e na sociedade que convive com essa violência, numa escala cada vez maior".
Ferreira Gullar :"O Cubismo, surrealismo e expressionismo apareceram para ver se arrebentavam com essa intranscendência, mas não seriam capazes, num longo prazo, de impedir a marcha implacável do empobrecimento da imaginação".
"Quando , no plano da música, essa contracultura surge no Brasil, ela nega a música popular brasileira e fala do som universal. Para o bem ou para o mal, esse processo de redução do carácter nacional e regional já era o que era, nunca mais teria a hegemonia e predominância que teve".
"Essa ruptura pós-moderna alia-se perfeitamente à cultura de massa, à sociedade do e spetáculo, a ponto de as artes plásticas virarem performance. O que é performance? O artista vira, ele, a obra. Ocupa o lugar da arte. É um ator. Então por que não está no teatro? . Minha esperança é de que a minoria que lida com a essência continue tendo força e perenidade. Quem inventa a vida é Lavrosier, é Newton, é KANT, é Goethe, não é estar na praia rebolando a bunda. A vida continua a ser inventada por quem reflete, ainda que cresça, dia a dia, a enxurrada de espuma".
Estamos sem referências : "Mas, por ora, é o que se vê: por que a arte virou abstrata, matéria, pura matéria? A arte sempre falou de alguma coisa, sempre foi um instrumento discursivo. De repente, passou a falar dela própria. Tinta sobre tela até arrebentar tudo. O que é tinta sobre tela? Não é porra nenhuma. É sensorial, mas vai para onde? Qual a referência que resta? ".
Rogério Sganzerla, fez a grande obra cinematográfica da contracultura em 1968: 'O bandido da luz vermelha".
Judith Malina, diretora do Living Theater,morou em Ouro Preto e fez parceria com o Teatro Oficina. Sucesso naquela década, ela, misturava ousadia, protesto, experimentalismo e psicodelia- diz: " Quando voltamos, desenvolvemos um trabalho sobre o sadomasoquismo, que foi inspirado na experiência da tortura. Uma sociedade violenta como a brasileira tem um elevado grau de sadomasoquismo na polícia que costuma torturar até hoje, no público que gosta de enredos violentos e na sociedade que convive com essa violência, numa escala cada vez maior".
sexta-feira, 16 de maio de 2008
MUHAMMAD YUNNUS - UM INDIANO CONTRA A MISÉRIA E A FOME
O economista Muhammad Yunus, de Bagladesh,o cridor do microcrédito, ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 2006. Os organizadores do prêmio enfatizam assim uma premissa fundamental: não é possível haver paz sem que haja desenvolvimento, e não há desenvolvimento se persistir a pobreza, a fome e a exclusão.
Muhammad Yunnus
A "história" do professor de economia da Universidade de Chitagong, em Bagladesh, Muhammad Yunus, é bem conhecida por quem trabalha com microcrédito. Vendo diariamente a miséria nas ruas de sua cidade, o prof. Yunus resolveu emprestar seu próprio dinheiro àquelas pessoas que não teriam nunca acesso ao sistema normal de crédito, e viviam, via de regra, na dependência de agiotas, que lhes tiravam quase tudo que conseguiam ganhar. Sua experiência começou com mulheres, que logo demonstraram que a idéia daria certo. Compraram mercadorias, revenderam-nas e pagaram o empréstimo, conseguindo assim dar o passo inicial para uma melhoria real de vida.
Como o sucesso obtido inicialmente, Yunus se entusiasmou, levando a idéia adiante para, em 1977, fundar o Grameen Bank. Yunus convenceu o Banco Central de Bagladesh a criar um banco que emprestaria dinheiro aos pobres, com condições especiais que lhes permitisse o acesso ao crédito.
Hoje o Grameen Bank possui um grande ativo, milhares de agências, milhões de acionistas, e atua em quatro continentes e dezenas de países, com o apoio da ONU e do Banco Mundial. O banco é a referência mundial na área de microcrédito, tendo se tornado uma enorme potência que não só ajuda no combate à pobreza, mas também dá lucro, pois a taxa de inadimplência é baixíssima, compensando as taxas de juros diferenciadas.
Os créditos são garantidos por um seguro, mas a razão apontada para a baixa inadimplência é o sistema criado para a concessão do crédito. Trata-se de um crédito solidário, ou seja, os tomadores de empréstimo, geralmente pessoas muito pobres que pegam valores entre US$ 50 e US$ 500, só podem efetuar o negócio com o aval de um grupo de tomadores, sendo os financiamentos concedidos a grupos solidários de 5 (cinco) pessoas, que se tornam automaticamente acionistas do banco. Esse grupo, que faz parte de um grupo maior garante o empréstimo como um todo. Assim, se um dentro do grupo não pagar, os demais são responsáveis pelo pagamento, e assim por diante.
Esse sistema tem dado tão certo que tem atraído atenção no mundo todo e até bancos comerciais de peso internacional começam a se interessar pela idéia. O fato é que o fruto do trabalho começado em Bagladesh é hoje o espelho para as ações mundiais de combate a pobreza e promoção do desenvolvimento.
Muhammad Yunnus
A "história" do professor de economia da Universidade de Chitagong, em Bagladesh, Muhammad Yunus, é bem conhecida por quem trabalha com microcrédito. Vendo diariamente a miséria nas ruas de sua cidade, o prof. Yunus resolveu emprestar seu próprio dinheiro àquelas pessoas que não teriam nunca acesso ao sistema normal de crédito, e viviam, via de regra, na dependência de agiotas, que lhes tiravam quase tudo que conseguiam ganhar. Sua experiência começou com mulheres, que logo demonstraram que a idéia daria certo. Compraram mercadorias, revenderam-nas e pagaram o empréstimo, conseguindo assim dar o passo inicial para uma melhoria real de vida.
Como o sucesso obtido inicialmente, Yunus se entusiasmou, levando a idéia adiante para, em 1977, fundar o Grameen Bank. Yunus convenceu o Banco Central de Bagladesh a criar um banco que emprestaria dinheiro aos pobres, com condições especiais que lhes permitisse o acesso ao crédito.
Hoje o Grameen Bank possui um grande ativo, milhares de agências, milhões de acionistas, e atua em quatro continentes e dezenas de países, com o apoio da ONU e do Banco Mundial. O banco é a referência mundial na área de microcrédito, tendo se tornado uma enorme potência que não só ajuda no combate à pobreza, mas também dá lucro, pois a taxa de inadimplência é baixíssima, compensando as taxas de juros diferenciadas.
Os créditos são garantidos por um seguro, mas a razão apontada para a baixa inadimplência é o sistema criado para a concessão do crédito. Trata-se de um crédito solidário, ou seja, os tomadores de empréstimo, geralmente pessoas muito pobres que pegam valores entre US$ 50 e US$ 500, só podem efetuar o negócio com o aval de um grupo de tomadores, sendo os financiamentos concedidos a grupos solidários de 5 (cinco) pessoas, que se tornam automaticamente acionistas do banco. Esse grupo, que faz parte de um grupo maior garante o empréstimo como um todo. Assim, se um dentro do grupo não pagar, os demais são responsáveis pelo pagamento, e assim por diante.
Esse sistema tem dado tão certo que tem atraído atenção no mundo todo e até bancos comerciais de peso internacional começam a se interessar pela idéia. O fato é que o fruto do trabalho começado em Bagladesh é hoje o espelho para as ações mundiais de combate a pobreza e promoção do desenvolvimento.
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