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domingo, 21 de julho de 2013
segunda-feira, 24 de junho de 2013
quarta-feira, 19 de junho de 2013
segunda-feira, 17 de junho de 2013
sexta-feira, 14 de junho de 2013
ODEIO OS INDIFERENTES - ANTÔNIO GAMSCI
Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que "viver significa tomar partido". Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes.
A indiferença é o peso morto da história. É a bala de chumbo para o inovador, é a matéria inerte em que se afogam freqüentemente os entusiasmos mais esplendorosos, é o fosso que circunda a velha cidade e a defende melhor do que as mais sólidas muralhas, melhor do que o peito dos seus guerreiros, porque engole nos seus sorvedouros de lama os assaltantes, os dizima e desencoraja e às vezes, os leva a desistir de gesta heróica.
A indiferença atua poderosamente na história. Atua passivamente, mas atua. É a fatalidade; e aquilo com que não se pode contar; é aquilo que confunde os programas, que destrói os planos mesmo os mais bem construídos; é a matéria bruta que se revolta contra a inteligência e a sufoca. O que acontece, o mal que se abate sobre todos, o possível bem que um ato heróico (de valor universal) pode gerar, não se fica a dever tanto à iniciativa dos poucos que atuam quanto à indiferença, ao absentismo dos outros que são muitos. O que acontece, não acontece tanto porque alguns querem que aconteça quanto porque a massa dos homens abdica da sua vontade, deixa fazer, deixa enrolar os nós que, depois, só a espada pode desfazer, deixa promulgar leis que depois só a revolta fará anular, deixa subir ao poder homens que, depois, só uma sublevação poderá derrubar.
A fatalidade, que parece dominar a história, não é mais do que a aparência ilusória desta indiferença, deste absentismo. Há fatos que amadurecem na sombra, porque poucas mãos, sem qualquer controle a vigiá-las, tecem a teia da vida coletiva, e a massa não sabe, porque não se preocupa com isso. Os destinos de uma época são manipulados de acordo com visões limitadas e com fins imediatos, de acordo com ambições e paixões pessoais de pequenos grupos ativos, e a massa dos homens não se preocupa com isso.
Mas os fatos que amadureceram vêm à superfície; o tecido feito na sombra chega ao seu fim, e então parece ser a fatalidade a arrastar tudo e todos, parece que a história não é mais do que um gigantesco fenômeno natural, uma erupção, um terremoto, de que são todos vítimas, o que quis e o que não quis, quem sabia e quem não sabia, quem se mostrou ativo e quem foi indiferente. Estes então se zangam, queriam eximir-se às conseqüências, quereriam que se visse que não deram o seu aval, que não são responsáveis.
Alguns choramingam piedosamente, outros blasfemam obscenamente, mas nenhum ou poucos põem esta questão: se eu tivesse também cumprido o meu dever, se tivesse procurado fazer valer a minha vontade, o meu parecer, teria sucedido o que sucedeu? Mas nenhum ou poucos atribuem à sua indiferença, ao seu cepticismo, ao fato de não ter dado o seu braço e a sua atividade àqueles grupos de cidadãos que, precisamente para evitarem esse mal combatiam (com o propósito) de procurar o tal bem (que) pretendiam.
A maior parte deles, porém, perante fatos consumados prefere falar de insucessos ideais, de programas definitivamente desmoronados e de outras brincadeiras semelhantes. Recomeçam assim a falta de qualquer responsabilidade. E não por não verem claramente as coisas, e, por vezes, não serem capazes de perspectivar excelentes soluções para os problemas mais urgentes, ou para aqueles que, embora requerendo uma ampla preparação e tempo, são todavia igualmente urgentes. Mas essas soluções são belissimamente infecundas; mas esse contributo para a vida coletiva não é animado por qualquer luz moral; é produto da curiosidade intelectual, não do pungente sentido de uma responsabilidade histórica que quer que todos sejam ativos na vida, que não admite agnosticismos e indiferenças de nenhum gênero.
Odeio os indiferentes também, porque me provocam tédio as suas lamúrias de eternos inocentes. Peço contas a todos eles pela maneira como cumpriram a tarefa que a vida lhes impôs e impõe quotidianamente, do que fizeram e sobretudo do que não fizeram. E sinto que posso ser inexorável, que não devo desperdiçar a minha compaixão, que não posso repartir com eles as minhas lágrimas. Sou militante, estou vivo, sinto nas consciências viris dos que estão comigo pulsar a atividade da cidade futura que estamos a construir. Nessa cidade, a cadeia social não pesará sobre um número reduzido, qualquer coisa que aconteça nela não será devido ao acaso, à fatalidade, mas sim à inteligência dos cidadãos. Ninguém estará à janela a olhar enquanto um pequeno grupo se sacrifica, se imola no sacrifício. E não haverá quem esteja à janela emboscado, e que pretenda usufruir o pouco bem que a atividade de um pequeno grupo tenta realizar e afogue a sua desilusão vituperando o sacrificado, porque não conseguiu o seu intento.
Vivo, sou militante. Por isso odeio quem não toma partido, odeio os indiferentes.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
domingo, 31 de março de 2013
terça-feira, 26 de março de 2013
terça-feira, 19 de março de 2013
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
BENÇÃOS PARA NÓS E PARA O MUNDO - FELIZ 2013!!
Recentemente, falei sobre um experimento no qual cinco macacos foram colocados em uma jaula que tinha uma banana pendurada no meio do teto e uma escada que subia até ela. De início, os macacos tentaram, um por um, subir a escada para pegar a banana. Mas cada vez que um deles começava a subir, o pesquisador jogava um forte jato de água fria nele e nos outros quatro macacos.
Logo, os macacos aprenderam que se um deles subisse a escada, todos sofriam, e assim todos desistiram de subir definitivamente.
Nesse ponto, o pesquisador substituiu um dos macacos por um “novo macaco”, que não tinha tido a experiência da água. É lógico que assim que ele viu a banana pendurada no teto, correu para subir a escada. Antes que o pesquisador fosse capaz de jogar a água, os outros quatro macacos correram para aquele macaco e o puxaram para o chão.
A mesma coisa aconteceu quando eles substituíram outro dos macacos originais por um novo, até que eventualmente todos os macacos na jaula eram “novos”. Embora nenhum deles tivesse tido a experiência do jato de água fria, sempre que um novo macaco entrava na jaula e tentava subir a escada, os outros lhe batiam e jogavam no chão sem sequer saber a razão. Até onde sabiam, eles não subiam a escada porque assim era feito.
Por que estou compartilhando esse experimento com vocês? Bem, porque basicamente é uma ilustração poderosa do pensamento de que todos nós podemos cair no percurso de nosso trabalho espiritual. Por exemplo, no início, quando nos aproximamos da espiritualidade, dizemos: “Uau, isso é incrível!”. Empolgados e inspirados, aprendemos, fazemos perguntas e saímos contando aos nossos amigos e familiares sobre nosso novo entendimento. No começo, sentimos essa energia revigorante.
No entanto, depois que passa algum tempo, perdemos um pouco desse desejo. Não procuramos mais as bananas. E por não enxergarmos o cenário completo, aceitamos cegamente o que está à nossa frente e paramos de buscar. Apenas aceitamos que não precisamos correr atrás das bananas. Fazemos as coisas porque “é assim que são feitas” ou apenas seguimos o fluxo.
Infelizmente ou felizmente, precisamos entender que se realmente queremos algo nesse mundo, primeiro temos que ter desejo por aquilo. Se quisermos estar bem, largar algum vício, mudar alguma coisa em nossa vida, seja grande ou pequena, temos que desejar realmente aquilo. Tudo começa com um desejo.
Vocês sabem que dentro de nós existem duas forças. Existe aquela Luzinha dentro de nós que cutuca e diz: “Não faça isso”, “ajude seu amigo” ou “saia da sua zona de conforto para fazer aquela ligação”. E também existe aquela outra voz, mais alta, o Desejo de Receber Somente para Si Mesmo, que diz: “É só uma vez. Não vai fazer mal. Pegue mais um pouco. Engane seu sócio, ele nem vai saber. Quem vai ver você fazendo isso?” A questão é: que lado estamos escutando?
Essa época do ano é a oportunidade perfeita para nos perguntarmos novamente: Do que isso se trata? Dos poucos momentos de prazer ou vencer esse prazer? Qual é nossa tarefa neste mundo? Estamos fazendo as coisas que trarão Luz para nós e para os outros? Estamos correndo atrás das bananas ou estamos nos resignando a escutar aquela voz forte em nossa mente que diz: “Não é importante”?
Cada um de nós tem uma pequena Luz que brilhará durante 20, 30, 50 ou quantos forem os anos. Nessa época de festas, que todos nós possamos desenvolver um verdadeiro desejo que resulte em bênçãos para cada um de nós e para o mundo.
Fonte: Karen Berg.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
terça-feira, 23 de outubro de 2012
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
JÔ RAMOS - 13.378 - PROPOSTA POLÍTICA 2012.
JÔ RAMOS - 13.378 - MEU COMPROMISSO DE CAMPANHA PARA AS MULHERES.
1) Enfrentamento de todas as formas de violência contra as mulheres.
- Garantir a assinatura e/ou cumprimento do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher, que tem como principal referência a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340).
- Criar plano de metas rumo à plena implementação deste Pacto, ampliando e qualificando a rede de serviços para o atendimento de mulheres e adolescentes em situação de violência, que inclui atendimento jurídico, psicossocial e encaminhamentos necessários, em especial às unidades de Saúde, de Segurança
Pública e de Justiça. Os serviços devem ser equipados com infraestrutura apropriada e equipe multiprofissional composta por pessoal especialmente preparado e em número adequado para esse atendimento. Os serviços devem estar interligados em rede intermunicipal e estadual.
- Desenvolver campanhas e ações educativas neste âmbito.
-Criar e/ou ampliar programas de combate à exploração e turismo sexual de mulheres, crianças e adolescentes.
2) Participação das mulheres nos espaços de poder e decisão.
- Criar a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, com poder e atribuição de formular, executar e coordenar políticas que promovam o fim da discriminação e a igualdade entre mulheres e homens na sociedade brasileira, articulada com instâncias das diferentes esferas de Governo e habilitada para formar parcerias com entidades não governamentais locais e estaduais.
- Implantar o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, vinculado à Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, com atribuições de propor Políticas Públicas de Gênero, assessorar, acompanhar e monitorar o cumprimento dessas políticas. Os Conselhos devem ter total autonomia e, para tal, devem ser formados com
ampla representação dos grupos e entidades dos movimentos feminista e de mulheres.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
BERNIE GLASSMAN E SEU BUDISMO ENGAJADO

Americano, 73 anos, engenheiro com doutorado em matemática pela Universidade da Califórnia, Glassman é reconhecido por ter criado o budismo "socialmente engajado". Fundou a ordem Zen Peacemakers e inventou os retiros de rua, como o que acaba de ocorrer em São Paulo.
Mestre zen budista, aluno de Maezumi Roshi (mesmo mestre que iniciou a Monja Coen no Zen), Bernie Glassman se destacou por migrar, ao longo da sua trajetória, de uma abordagem mais tradicional do zen budismo para uma visão de intersecção da prática contemplativa clássica com ação social explícita. Em seus 40 anos de trabalho, começou trocando a localização do primeiro centro que fundou, indo de uma região mais rica para outra mais pobre; depois, se tornou empreendedor social ao criar iniciativas de ajuda a sem-teto e inventar retiros de rua em grandes cidades; também instituiu retiros em Auschwitz (ambas as idéias como uma forma de travar contato direto com sofrimentos humanos que preferimos evitar); e, nos últimos anos, tem viajado o mundo para atuar em situações de conflito e propagar a sua visão de ativismo social – trazendo para esse universo a idéia de interdependência e as práticas contemplativas.
'NÓS NÃO CONTRATAMOS PESSOAS PARA FAZER BROWNIES; NÓS FAZEMOS BROWNIES PARA CONTRATAR PESSOAS" é uma das frases mais famosas dele.
Criou a padaria Greyston há 30 anos em Nova York, no Yonkers, região com altos índices de violência. Só foi criada para dar empregos a uma população de sem-teto e usuários de drogas. Hoje, fornece para os melhores restaurantes e hotéis da cidade. Atua como clow em campos de refugiados e mantém a fundação Greyston Nandala, que engloba projetos de habitação, saúde, creches etc. e atende 2.000 famílias por ano.
Fonte:http://zenpeacemakers.org/
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
8 de Setembro: Evento "Mulheres na Praça Contra a Violência"
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
COMPRE AQUI O LIVRO:VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES. DÊ UM BASTA!
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Lançamento da Revista Lapa Legal Rio-7 de agosto de 2012
domingo, 29 de julho de 2012
Revista Lapa Legal Rio-Lançamento dia 3 de agosto de 2012

O mercado de revistas culturais acaba de ganhar um reforço de peso a Revista Lapa Legal Rio
A Zl Comunicação lança a Revista Lapa Legal Rio, no dia 3 de agosto. A publicação será mensal, dirigida ao público brasileiro, e tem como proposta registrar as manifestações culturais do bairro da Lapa e do centro do Rio onde se concentram, hoje, muitos dos melhores restaurantes e bares da cidade, além de galerias, museus, igrejas e construções históricas. Tudo isso perto do coração financeiro da cidade.
Com o início do projeto de revitalização da Zona Portuária, anunciado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, Lapa Legal Rio será uma observadora atenta do processo de transformação do Centro da Cidade e, mais particularmente, dessa região que uma vez recuperada, se integrará ao bairro da Lapa como grande centro artístico, cultural e de lazer da Cidade Maravilhosa.
A Lapa Legal Rio será divulgada em toda a rede hoteleira da cidade, casas de câmbio, agências de viagem, aeroportos etc., como forma de atrair o turismo para as atividades na região. Isso sem falar nos empresários que atuam na área. Uma parte da tiragem será distribuída em bancas de jornal estrategicamente escolhidas no centro da cidade, zona sul e zona norte.
A revista terá agenda cultural, dica gastronômica, teatro, cinema, música, entrevista e personalidades que serão convidadas a escreverem sobre diversos temas.
O objetivo da Lapa Legal Rio é informar, além de divertir e divulgar a cultura brasileira.
sábado, 28 de julho de 2012
LANÇAMENTO DO LIVRO "VIOLÊNCIA CANTRA MULHERES.DÊ UM BASTA!"
domingo, 22 de julho de 2012
sexta-feira, 6 de julho de 2012
LIVRO "VIOLÊNCIA CANTRA MULHERES.DÊ UM BASTA!". COMPRE AQUI.

Lançamento do livro “Violência Contra Mulheres. Dê um Basta!”
O livro Violência Contra Mulheres. Dê um Basta! é um grito, um desabafo sobre as estatísticas referentes aos assassinatos, de mulheres brasileiras, tão banalizados no país. Uma crítica direta às políticas públicas e ao tratamento que é dado a esses crimes pela imprensa, cultivados nas páginas policiais dos jornais, quando deveriam ocupar lugar de destaque em cadernos de comportamento, saúde e sociedade. Segundo Jô Ramos, jornalista, fundadora do Movimento Defesa da Mulher e autora do livro: “A violência contra a mulher é uma violação aos direitos humanos e, como tal, merece ser tratada com mais visibilidade”.
No livro, encontramos endereços de todas as Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher e Casas Abrigo existentes no Brasil, numa tentativa de facilitar o acesso às denuncias de violência. Encontramos, também, um passo a passo de como proceder no caso de agressão, depoimentos de mulheres, entrevista com uma especialista em direitos da mulher, serviços e leis que protegem a vítima e, é claro, a história da Lei Maria da Penha, que mudou o cenário legislativo nacional e representa um avanço no que se refere aos direitos humanos, em especial, na proteção dos direitos das mulheres, mas que não inibiu o aumento dos assassinatos, estupros e agressões no país.
LANÇAMENTO DIA 24 de julho, às 19h, no Bar Cevada, Praça Serzedelo Correia 27, Loja A, Copacabana.
ZL Assessorias: 21 2256-6467 / 9968-8114
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Lançamento do meu livro: Violência Contra Mulheres. Dê um Basta!
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